NOTA SOBRE O AUTOR
Osvaldo de Carvalho, Mestre em Educação/
Formação de Formadores pela Universidade Pedagógica de Moçambique, Licenciado
em Ciências Militares pela Academia Militar Marechal Samora Machel, Oficial das
Forcas Armadas de Defesa de Moçambique.
ANÁLISE
DO MODELO DE ENSINO MEDIACIONAL
Este
modelo segundo o Gomez e Sacristán (1998:73), divide-se em duas vertentes o
modelo centrado no professor onde o pensamento do professor deve ser visto como
o substrato básico que influi decisivamente no comportamento do aluno, aqui não
há consideração das ideias dos alunos. A segunda vertente é o do modelo
centrado no aluno que tem uma influência completa no aluno e é vista como um
meio de moderação.
Baseando-se
nestes dois pressupostos o autor desse texto reflexivo interessou-se em fazer
uma abordagem reflexiva dando mais ênfase ao modelo centrado no aluno, devido a
sua extrema importância no processo de ensino e aprendizagem para o
desenvolvimento intelectual do individuo.
É
preciso dar valor ao pensamento do aluno, deve-se ver o aluno também como
mediador do processo de ensino e aprendizagem com objectivo de democratiza-lo,
convida-lo a dar seus pontos de vista sobre os temas abordados durante o
processo de ensino e aprendizagem.
Modelo
Mediacional Centrado no aluno
O
modelo mediacional centrado no aluno focalizou sua atenção no indivíduo
particular como sujeito de aprendizagem. (GOMEZ e SACRISTÁN:1998;75).
Parafraseando
o pensamento destes autores, esta atenção focalizada no indivíduo visa
considerar a importância das variáveis dos alunos, neste caso considera o aluno
como um indivíduo activo e processador de informações úteis para o seu
desenvolvimento e para o processo de ensino e aprendizagem. Informações estas
que o aluno adquiri no seu meio social ou comunidade.
Estes
aspectos contextualizados na prática não são verificados na sua totalidade
devido a vários factores, o mais verificado na realidade é o desencorajamento e
desvalorização do pensamento do aluno, uma vez o aluno desmoralizado o
professor terá um domínio total e completo dos alunos, contribuindo desta forma
para o mau aproveitamento dos alunos.
As
reformas educativas actuais reconduzem a função do professor como mediador no processo
de ensino e aprendizagem com intuito de dar mais espaço ao aluno.
Lopez
e Perez (1992:547), indicam o professor como mediador de aprendizagem, da
cultura social e institucional e como arquitecto do conhecimento do aluno.
Baseando
se neste principio o autor deste texto conclui que a componente cultural e social
é muito fundamental para que o aluno tenha uma cultura democrática o que vai
contribuir para criação de pensamento e a expressividade durante as aulas.
Deve-se
chamar a consciência do professor bem como dar maior atenção ao material e
metodologias de ensino, com objectivo de evitar que o professor assim como
metodologia limitam o aluno a expor seu sentimento durante a aula.
O
ensino centrado no aluno não se implementa por que alguns professores se esquecem
da valorização das informações adquiridas a partir de hábitos e costumes
locais, concentrando-se apenas nas informações adquiridas através de técnicas
de ensino.
O método do ensino
centrado no aluno tem uma extrema importância por que considera as especificações
da aprendizagem de cada aluno e encarrega ao professor o papel de moderador e
mediador do PEA e os alunos participantes activos onde comparticipam com a produção
e criação do que aprendem.
Este modelo assim como
outros modelos educativos são de extrema importância e também apresentam suas limitações.
O centrado no aluno está ligado com a qualidade e quantidade dos recursos.
Para nosso caso as limitações
do modelo de ensino centrado no aluno assim como outros modelos são muito
visíveis devidos as enchentes nas salas de aulas, o professor sem motivação,
salas assim como as escolas precárias, influências da politica vigente no pais.
O que devia ser é que o
professor fosse motivado através de criação de mínimas condições de vida e
qualificações profissionais, as escolas assim como as salas de aulas
apetrechadas de equipamento modernos e as turmas com números de alunos
aceitáveis.
Bibliografia
GOMEZ, A.I.Perez: Compreender e Transformar o Ensino, 4ᵃedicação,
ArtMed, São Paulo, 1998.
LOPEZ, D. PEREZ, E.Y.
Roman: Modificabilidade da inteligengia e
educabilidad cognitifa, S/ed, 1992.

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