sábado, 1 de julho de 2017

ANÁLISE DO MODELO DE ENSINO MEDIACIONAL








 NOTA SOBRE O AUTOR

Osvaldo de Carvalho, Mestre em Educação/ Formação de Formadores pela Universidade Pedagógica de Moçambique, Licenciado em Ciências Militares pela Academia Militar Marechal Samora Machel, Oficial das Forcas Armadas de Defesa de Moçambique.




ANÁLISE DO MODELO DE ENSINO MEDIACIONAL

Este modelo segundo o Gomez e Sacristán (1998:73), divide-se em duas vertentes o modelo centrado no professor onde o pensamento do professor deve ser visto como o substrato básico que influi decisivamente no comportamento do aluno, aqui não há consideração das ideias dos alunos. A segunda vertente é o do modelo centrado no aluno que tem uma influência completa no aluno e é vista como um meio de moderação.

Baseando-se nestes dois pressupostos o autor desse texto reflexivo interessou-se em fazer uma abordagem reflexiva dando mais ênfase ao modelo centrado no aluno, devido a sua extrema importância no processo de ensino e aprendizagem para o desenvolvimento intelectual do individuo.

É preciso dar valor ao pensamento do aluno, deve-se ver o aluno também como mediador do processo de ensino e aprendizagem com objectivo de democratiza-lo, convida-lo a dar seus pontos de vista sobre os temas abordados durante o processo de ensino e aprendizagem.

Modelo Mediacional Centrado no aluno

O modelo mediacional centrado no aluno focalizou sua atenção no indivíduo particular como sujeito de aprendizagem. (GOMEZ e SACRISTÁN:1998;75).

Parafraseando o pensamento destes autores, esta atenção focalizada no indivíduo visa considerar a importância das variáveis dos alunos, neste caso considera o aluno como um indivíduo activo e processador de informações úteis para o seu desenvolvimento e para o processo de ensino e aprendizagem. Informações estas que o aluno adquiri no seu meio social ou comunidade.

Estes aspectos contextualizados na prática não são verificados na sua totalidade devido a vários factores, o mais verificado na realidade é o desencorajamento e desvalorização do pensamento do aluno, uma vez o aluno desmoralizado o professor terá um domínio total e completo dos alunos, contribuindo desta forma para o mau aproveitamento dos alunos.

As reformas educativas actuais reconduzem a função do professor como mediador no processo de ensino e aprendizagem com intuito de dar mais espaço ao aluno.

Lopez e Perez (1992:547), indicam o professor como mediador de aprendizagem, da cultura social e institucional e como arquitecto do conhecimento do aluno.

Baseando se neste principio o autor deste texto conclui que a componente cultural e social é muito fundamental para que o aluno tenha uma cultura democrática o que vai contribuir para criação de pensamento e a expressividade durante as aulas.

Deve-se chamar a consciência do professor bem como dar maior atenção ao material e metodologias de ensino, com objectivo de evitar que o professor assim como metodologia limitam o aluno a expor seu sentimento durante a aula.

O ensino centrado no aluno não se implementa por que alguns professores se esquecem da valorização das informações adquiridas a partir de hábitos e costumes locais, concentrando-se apenas nas informações adquiridas através de técnicas de ensino.

O método do ensino centrado no aluno tem uma extrema importância por que considera as especificações da aprendizagem de cada aluno e encarrega ao professor o papel de moderador e mediador do PEA e os alunos participantes activos onde comparticipam com a produção e criação do que aprendem.

Este modelo assim como outros modelos educativos são de extrema importância e também apresentam suas limitações. O centrado no aluno está ligado com a qualidade e quantidade dos recursos.
Para nosso caso as limitações do modelo de ensino centrado no aluno assim como outros modelos são muito visíveis devidos as enchentes nas salas de aulas, o professor sem motivação, salas assim como as escolas precárias, influências da politica vigente no pais.

O que devia ser é que o professor fosse motivado através de criação de mínimas condições de vida e qualificações profissionais, as escolas assim como as salas de aulas apetrechadas de equipamento modernos e as turmas com números de alunos aceitáveis. 




Bibliografia
GOMEZ, A.I.Perez: Compreender e Transformar o Ensino, 4ᵃedicação, ArtMed, São Paulo, 1998.
LOPEZ, D. PEREZ, E.Y. Roman: Modificabilidade da inteligengia e educabilidad cognitifa, S/ed, 1992.